Nunca me disseram o quanto é atormentador mentir para si próprio com o propósito de aliviar a solidão que ganhaste com o tempo. Durante toda a minha vida eu me entreguei a pessoas sem caráter, com o estímulo de receber um pouco de carinho em troca, mas, não é esse o sentindo da vida; e por muito pouco deixei de existir, não sei como posso explicar esse sentimento. É que ouço tanto sobre a liberdade que me embriaguei no primeiro rodopio, fiquei tonto de propósito também, e quem sabe assim eu caia um pouco dentro de mim e transbordava as minhas expectativas pelos meus olhares. Por que não nasci para ser a primeira pessoa de uma narrativa irregular, sempre a terceira; “ele”, soa tão bem que as pessoas já o batizam com um certo anseio de felicidade - ele está muito feliz, ele sorrir sempre, ele não tem medo. Ele? quem é ele? Eu acredito que ele costuma ser nosso lado perdido na vida, algo que esquecemos e em que acreditamos sem ver ou tocar. Ele é livre de você, de mim, de todos que um dia duvidaram da força da palavra e mesmo que ela seja um absurdo, um coquetel de loucura banhe tua alma, pois se um dia você gritar aos quatro ventos “Eu sou o pedaço do céu” o mundo lhe pertencera, e assim tu encontrara finalmente o motivo para agradecer todos os dias o sol que nasce no horizonte.